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Os sistemas médicos e sociais universais não estão prontos para lidar com o envelhecimento acelerado da população, já chamado de “tsunami branco” – sim, porque a mudança do perfil populacional vai chacoalhar as estruturas sociais e econômicas do planeta. Nos últimos anos, houve pressão crescente para a medicina mudar o foco dos investimentos, tratando mais o envelhecimento do que as doenças dele decorrentes, e assim garantir mais qualidade de vida para os idosos.

Mas existem obstáculos para melhorar a vida dos idosos. O FDA – órgão regulador norte-americano para o lançamento de novas drogas e alimentos – ainda não reconhece o envelhecimento como “doença”. Sem essa designação técnica, os cientistas estão proibidos de testar intervenções potenciais em ensaios clínicos. Por isso, muitos utilizam medidas alternativas, como biomarcadores relacionados à idade ou sintomas de Alzheimer como pretexto.

Avanço lento. Mesmo assim, o progresso nesse sentido acontece aos poucos. A promissora droga antienvelhecimento, metformina, usada convencionalmente no tratamento de diabetes, por exemplo, já está em teste clínico. O objetivo é verificar o efeito sobre uma variedade de sintomas e doenças relacionadas à idade. Este relatório, e os outros que seguirão, podem ajudar no avanço para o tratamento da velhice.

“É fundamental para investidores, políticos, cientistas, ONGs e entidades influentes priorizar a melhoria do cenário mundial geriátrico e reconhecer o envelhecimento como uma questão crítica da segurança econômica global”, afirmam os autores. Leia o artigo original aqui. Veja o relatório mais completo sobre longevidade aqui: The Science of Longevity