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Quando um motor de carro começa a dar problemas, os mecânicos costumam fazer uma retífica, ou seja, reajustam algumas peças para a máquina rodar mais quilômetros. Cientistas da Universidade da Columbia descobriram que é possível fazer um processo muito similar nos pulmões.

Órgão com uma engenharia anatômica intrincada, formado por 40 tipos de células embutidas em uma matriz delicada, flexível e potente, bombeia continuamente oxigênio na corrente sanguínea para uma área comparável ao tamanho de uma quadra de tênis. A estrutura, semelhante à de uma árvore – cheia de ramos –, otimiza a eficiência da troca de gases, mas, infelizmente, também faz com que o transplante ​​seja quase impossível.

O problema. Anteriormente, os cientistas retiravam as células doentes e inflamadas e ressuscitavam a matriz vazia com enxerto de células saudáveis. O problema é que, além de ser um procedimento difícil, muitas vezes os ramos de vasos sanguíneos ficavam completamente destruídos. Sem sangue para fornecer nutrientes, o processo falhava.

“Ao invés de removermos todas as células de um pulmão doador, pensei que poderíamos limpar suavemente apenas as células doentes nas vias aéreas, sem tocar nas da circulação sanguínea”, diz Gordana Vunjak-Novakovic, da Universidade de Columbia. A equipe dela foi em frente e usou células epiteliais humanas saudáveis – e não as do sistema sanguíneo, como antes–, que formam as vias aéreas, para fazer o enxerto em pulmões de ratos. As células estrangeiras aproximaram-se da localização correta, se encadearam e prosperaram.

O estudo foi publicado em agosto de 2017 com o título uma “abordagem radicalmente nova” para a bioengenharia de pulmões: montando novas estruturas, mas mantendo os vasos sanguíneos intactos. “Como a falência pulmonar geralmente decorre de células doentes do epitélio”, diz o autor do estudo Valerio Dorrello, “esse novo método permite regenerar os pulmões tratando apenas as células lesadas”. Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Shelly Fan
Síntese: Equipe Plenae