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A escritora e jornalista norte-americana Ann Landers resumiu bem a indiferença da sociedade em relação ao idoso: “Aos 20 anos, estamos preocupados com o que os outros pensam de nós. Com 40 anos, não importa mais o que pensam de nós. E aos 60 anos, descobrimos que eles não pensam sobre nós.”

Em breve essa realidade pode mudar à medida que os adultos com mais de 60 anos se tornam o maior grupo demográfico dos Estados Unidos. Os ganhos sem precedentes de expectativa de vida terão profundos efeitos sobre o futuro de toda a sociedade. As políticas de integração que hoje podem decidir a vida das gerações mais velhas e traçar o futuro dos que ainda não envelheceram. Por isso, as gerações mais jovens precisam pensar como os idosos podem participar e ter pleno direito na sociedade. Trata-se de uma questão a ser resolvida pela sociedade em geral. Abaixo, cinco questões importantes para serem refletidas.

  1. Recurso humano disponível. Aumentar a contribuição econômica do idosos é ganho social. A experiência e a capacidade sêniores precisam ser aproveitadas para dar impulso à economia. Por exemplo, como mentores de estudantes, de jovens empresários e de proprietários de pequenas empresas. Os especialistas em artes e música podem restaurar programas nessas áreas em escolas que foram vítimas de cortes extensivos de verbas. As possibilidades são infinitas.

  2. Aumento exponencial. Uma criança que nasce hoje tem boa chance de viver até os 100 anos. Quanto mais a população avança na idade, maior será a quantidade de idosos e menor a de jovens. Como uma mão-de-obra vastamente diminuída carregará um contingente de aposentados em expansão é um enigma econômico crítico.

  3. Novas regras. Quando os idosos forem maioria, a forma como vivemos – o trabalho, o amor e o lazer – mudarão. Isso não deve ser uma surpresa, pois as pessoas mais velhas diferem das gerações mais jovens de maneiras significativas – em valores, prioridades, gostos e preferências na moda, na televisão, nos filmes e nas novas tecnologia. Lembrando que, em geral, é a maioria quem dita as regras.

  4. Poder político. Além do aumento em número, os idosos estão mais atuantes na política. A porcentagem de norte-americanos mais velhos que votaram nas últimas eleições foi maior do que o de qualquer outra faixa etária.

  5. Consumidores potenciais. Mais importante ainda, essa população sênior não só contribuirá para a economia em geral, mas também mudará a imagem que o mercado tem dos potenciais consumidores. Nenhum outro movimento demográfico trouxe até agora tantas mudanças e promessa para a criação de uma sociedade mais integrada e ainda mais tolerante às diferenças. Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Bernard Starr
Síntese: Equipe Plenae