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Pesquisadores encontram indícios de que taxas de marcadores de inflamações crônicas – que levam à destruição dos tecidos e a doenças graves como artrite reumatoide, câncer e diabetes – são aceleradores do envelhecimento. Apesar de elas aumentarem com o avanço da idade, nos indivíduos centenários foram observadas taxas baixas. Os idosos que não tiveram elevação dos índices com o passar dos anos, aumentaram a capacidade de cognição, independência e tempo de vida.

A conclusão é do grupo de pesquisa do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Newclastle, nos Estados Unidos, liderado pelo professor Thomas von Zglinicki. O estudo mostra que, em uma grande faixa etária, incluindo um número sem precedentes de extrema idade, a inflamação é um importante motor do envelhecimento. “Podemos desenvolver um tratamento farmacológico para isso. A criação, por exemplo, de um medicamento anti-inflamatório ou imunomodulador seguro pode deixar a vida humana mais saudável”, diz Zglinicki.

“Sabe-se, há muito tempo, que a inflamação crônica está associada ao processo de envelhecimento em populações mais jovens, mas foi só recentemente que provaram cientificamente que causa o envelhecimento acelerado em camundongos”. Segundo ele, pela primeira vez, os pesquisadores mostraram que os níveis de inflamação indicam se os camundongos vão ter vida longa. “Trata-se de um argumento forte para deduzirmos que a inflamação crônica também impulsiona o envelhecimento humano”.

Dados da pesquisa americana foram combinados com os de outros centros de excelência como Pesquisa sobre os Centenários de Tóquio, Estudo dos Semi-Supercentenários Japoneses e a Mais Velha Pesquisa de Tóquio sobre Saúde Total. Neste último instituto, o pesquisador responsável, Yasumichi Arai, também concorda que um dos caminhos para combater o envelhecimento seria a “supressão da inflamação crônica.”
Por trás dessa troca de figurinhas científicas, há o objetivo maior de ajudar a humanidade a alcançar um período de vida saudável prolongado. Além de diminuir a diferença entre os grupos populacionais que envelhecem precocemente e mais lentamente.

Fonte: New Castle University
Síntese: Equipe Plenae