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Não dá para falar em longevidade e deixar de fora uma boa conversa sobre alimentação. Fique atento ao que você come diariamente. Se você pudesse focar em apenas uma coisa para fazer bem feito a fim de experienciar uma vida mais longa e plena, eu diria que o mais importante de tudo é cuidar da alimentação.

Mas o que seria comer bem? Alguém aqui pensou em encher o prato de iguarias tentadoras? Se isso passou pela cabeça, esqueça. Procure comer sempre pouco, apenas o suficiente para obter as calorias necessárias para as atividades diárias. Outro ponto é escolher bem os alimentos. Mantenha uma dieta balanceada entre carboidratos e proteínas. O prato deve ter menos carboidrato – comidas como arroz e alimentos à base de farinha branca e com alto teor glicêmico devem ser evitados. A proteína – encontrada na carne, em aves, peixes, no feijão e na soja, por exemplo – é um nutriente muito forte. Também, devemos privilegiar as fibras, comuns em verduras frescas, que ajudam na saúde do intestino. As frutas são bem-vindas, mas apenas em quantidade controlada, pois são ricas em um açúcar chamado frutose. Ingredientes como azeite de oliva e noz (ricos em ácidos graxos monoinsaturados) ou ainda peixe e espinafre, famosos pela quantidade de Ômega 3 (também conhecidos como ácido graxo poliinsaturado) também precisam fazer parte do cardápio ao menos três vezes por semana.

O que descrevi acima é a fórmula do equilíbrio alimentar que venho aprendendo ao longo da vida. É como monto a minha dieta. Em outras palavras: trata-se dos princípios básicos do que é para mim uma alimentação saudável. O mais importante, no entanto, é ter a consciência de que o que engorda e faz mal é a rotina, não as exceções. Se comemos alimentos mais gordurosos e prazerosos ocasionalmente, não existe problema algum. O que não podemos fazer é comer um churrasco no almoço e uma lasanha no jantar todos os dias.