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Quando o explorador, pesquisador e autor Dan Buettner começou a investigar o conceito de Zonas Azuis – as cinco regiões do mundo onde as pessoas vivem mais tempo – , ele foi capturado pela Sardenha, uma ilha italiana no Mar Mediterrâneo.

Na Sardenha, há tantos centenários quanto centenárias, uma raridade que chamou a atenção de Buettner. “Esta região é diferente, porque é onde os homens vivem mais tempo”, disse Buettner à NBC News Better. “Para cada homem centenário nos EUA, há cinco mulheres centenárias. Na Sardenha, a proporção é de um para um.”

Como em todas as Zonas Azuis, Buettner afirma que não há uma causa determinante, mas vários fatores que, como um todo, contribuem para a longevidade.

Inclusão etária
Ao contrário de muitos países do Ocidente, onde os idosos vivem segregados da sociedade, na Sardenha eles são integrados. As pessoas mais velhas são admiradas por sua sabedoria e colocadas para trabalhar, se possível, como todas as outras pessoas da família.

“Seria uma vergonha para a família ter pais idosos em uma casa de repouso. Então, quando as pessoas mais velhas estão em casa, elas cuidam do jardim, limpam a casa, cozinham ou olham as crianças”, diz Buettner.

Sebastian Piras, fotógrafo e cineasta da Sardenha que mora em Nova York, mas mantém uma casa na ilha e a visita com frequência, diz que os membros mais velhos costumam morar com seus filhos adultos.

“Geralmente haverá duas ou três gerações morando na mesma casa”, diz Piras. “A conexão familiar é forte e existe um esforço em manter a família unida.”

Vinho rico em antioxidantes
Nos últimos anos, Piras observou que os hábitos alimentares estão se expandindo na Sardenha. Isto parece ser o resultado de a região se tornar mais acessível a pessoas de fora, assim como o fluxo de imigrantes trazendo seus próprios estilos para a cozinha.

Mas um ingrediente básico persevera: o vinho cannonau, que Buettner aponta, é particularmente rico em antioxidantes.

Dieta e exercício 
Buettner diz que a culinária da Sardenha é essencialmente camponesa. “A comida é composta por feijão, verduras e grãos integrais”, afirma. “Eles também comem muito pão e queijo, principalmente Pecorino.”

Para Buettner, no entanto, a dieta é responsável por “talvez apenas 25 por cento” do quadro de longevidade na Sardenha. Um componente maior que contribui para a vida longa da população pode ser a quantidade de exercício que as pessoas praticam todos os dias.

Por causa da natureza íngreme e montanhosa da paisagem, e do “estilo de vida pastoral” ativo, como diz Buettner, “eles estão recebendo exercícios de baixa intensidade e média intensidade o tempo todo. Há dezenas de períodos de esforço físico ao longo do dia e as pessoas não estão dirigindo na maior parte do tempo; eles estão andando.

Almoço rico
Na Sardenha, o almoço é a maior refeição do dia, composta por três pratos, possivelmente com salada, massa caseira e queijo pecorino. Trata-se de uma refeição rica, seguida de uma soneca. Muitas pessoas não precisam voltar ao escritório depois do almoço.

O jantar é a refeição mais leve do dia, tipicamente servido no fim da noite, enquanto o café da manhã se toma cedo e muitas vezes é bem doce.

Baixo estresse
Trabalho com baixa carga de estresse é outro ingrediente da longevidade da Sardenha, segundo Buettner, especialmente para os homens. Os homens são tradicionalmente os chefes de família na Sardenha, enquanto as mulheres gerenciam a casa, as crianças, as refeições e as finanças

“Essas pessoas não estão sentadas em um escritório durante todo o dia e, em seguida, tentando chegar à academia”, diz Buettner. “Elas têm uma vida de trabalho relaxada e, geralmente, se você lhes perguntar as prioridades, você ouvirá repetidas vezes que a família é a número um. E não há opção para a solidão.”

Fonte: Nicole Spector, para NBC News Better
Síntese: Equipe Plenae

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