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Uma nova diretriz publicada pela Sociedade Europeia de Psiquiatria não deixa mais dúvidas: a prática de atividade física é eficaz para aliviar os sintomas de depressão e esquizofrenia.

O exercício acelera a produção de endorfina e serotonina, neurotransmissores associados ao bem-estar. Além disso, elas liberam substâncias na corrente sanguínea que ajudam a restaurar os neurônios e aumentam o volume do hipocampo, região do aprendizado e da memória.

Na depressão, além de estimular a sensação de prazer, reduz a inflamação dos neurônios, processo característico da doença. “É empolgante comprovar que o exercício pode ser tão decisivo quanto as medicações”, disse a Veja Brendon Stubbs, da King’s College London, o principal autor do trabalho.

A ação do esporte é fascinante também na esquizofrenia. Os tratamentos convencionais são essenciais no restabelecimento da química cerebral e no controle de surtos e delírios, mas se mostram muito pouco eficazes para abrandar sintomas da prostração e do declínio cognitivo. O documento reforça a ideia de que nenhum tratamento deve ser abandonado sem aval médico. Leia a reportagem completa aqui.

AS RECOMENDAÇÕES

PARA DEPRESSÃO
Exercícios: Aeróbicos, como caminhada, ciclismo. Praticados isoladamente ou combinados com musculação leve e funcional – aquela que utiliza o peso do próprio corpo
Duração: Duas a três sessões semanais de 45 a 60 minutos cada
Os impactos: Amenizam a prostração, a tristeza e a lentidão de raciocínio, sintomas da doença

PARA ESQUIZOFRENIA
Exercícios: Aeróbicos, como caminhada, ciclismo e corrida leve
Duração: Até cinco sessões de 30 minutos cada
Os impactos: Melhoram a capacidade da memória e do raciocínio. Reduzem a apatia e a falta de ânimo

Fonte: Sociedade Europeia de Psiquiatria

Fonte: Giulia Vidale
Síntese: Equipe Plenae