Tamanho da fonte:

Globalmente, o homem tem um tempo médio de vida de 71,4 anos. Alguns sortudos excedem os 100 anos. Não há registro de ninguém que tenha ultrapassado os 122 anos e 164 dias vividos pela francesa Jeanne Calment. A maioria das pessoas gostaria de receber um pouco da magia dessa francesa e, nesse sentido, já fizemos algum progresso.

A expectativa de vida norte-americana excede a média global, registrando um pouco menos de 79 anos. Em 1900, era pouco mais de 47 anos. As décadas extras foram cortesia das vacinas, dos antibióticos, do saneamento e da melhor detecção e tratamento de uma série de doenças. Avanços na genética e na compreensão sobre demência estão ajudando a ampliar ainda mais as garantias de vida mais longa.

Nada disso, no entanto, muda a forma como contemplamos o fim da vida – muitas vezes com ansiedade ou resignação, praticando uma espécie de barganha existencial: é possível restringir as experiências e abandonar as indulgências em troca de uma vida usufruída com mais cuidado para ganhar mais tempo.

Otimismo e bom humor. E se pudéssemos viver mais sem tantos cuidados e privações? Que tal ter uma vida longa realmente divertida? Um estudo da Universidade Yale, EUA, descobriu que em um grupo de 4.765 pessoas com idade média de 72 anos, aqueles que carregavam uma variante genética ligada à demência – mas também tinham atitudes positivas em relação ao envelhecimento – tinham 50% menos chances de desenvolver o distúrbio do que pessoas que enfrentavam o envelhecimento com mais pessimismo ou medo.

Desta forma, pode haver algo ainda a ser descoberto que ajude no envelhecimento com menos restrições. Talvez, você queira deixar o silêncio do campo para a agitação de uma cidade. Talvez, você queira beber um pouco, comer uma refeição farta e fazer sexo e ainda assim viver uma vida longa e plena.

“Jogue fora as listas!”, diz Howard Friedman, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, EUA, e coautor do livro O Projeto Longevidade, lançado no Brasil pela editora Prumo. “Vivemos em uma sociedade de autoajuda cheia de listas: emagrecer, suar na academia… Então, por que não somos todos saudáveis? As pessoas que vivem muito tempo podem trabalhar duro e se divertir muito também”. Será que vale a pena correr o risco?

Leia o artigo completo aqui.

Fontes: Jeffrey Kluger e Alexandra Sifferlin
Síntese: Equipe Plenae