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Você tem um objetivo de vida? Quando se é mais jovem, não faltam desafios. Ganhar dinheiro, subir na carreira, casar, ter filhos ou ainda herdar uma fortuna e sair gastando por aí. Mas um dia a aposentadoria vem e as pessoas ficam desorientadas ao perder o principal eixo de organização da rotina, o trabalho. Principalmente nesse momento, é preciso ter um propósito na vida. Os pesquisadores afirmam que isso faz com que qualquer um viva bem, feliz e por mais anos.

A conclusão saiu de um estudo longo, que durou 14 anos, da Universidade Carleton, no Canadá. Durante esse período, foram acompanhadas 6 mil pessoas em toda a América. “Encontrar uma direção para a vida e estabelecer metas abrangentes pode ajudar a viver mais”, disse o professor-assistente Patrick Hill, um dos pesquisadores. “E quanto mais cedo for encontrado, melhor.”

A pesquisa começou com perguntas sobre se a vida tinha ou não propósito e se as atitudes eram positivas ou negativas frente aos relacionamentos e emoções. No final dos 14 anos, 9% do grupo havia morrido – na maior parte, aqueles que no início relataram falta de propósito e de emoções positivas, além da presença de relacionamentos negativos. Por outro lado, adultos que afirmaram ter um propósito chegaram vivos em maior número.

5 dicas para viver mais:

  1. Para quem estiver prestes a se aposentar: preencha seus dias com atividades diferentes no lugar de ficar contemplando o vazio (ou a televisão).

  2. Realizar trabalhos voluntários, por exemplo, ou assumir um projeto de longo prazo ou até mesmo fazer artesanatos amplia a longevidade.

  3. Não importa a natureza do propósito de vida. O que conta apenas é sentir e vivenciar uma razão para se manter ativo.

  4. Ter um objetivo leva as pessoas a adotar um estilo de vida mais saudável para cumprir suas ambições.

  5. Quanto mais jovens as pessoas estabelecerem esses objetivos, mais cedo começarão a ter um estilo de vida saudável e vão viver mais. Em outras palavras: comece já, pois não há tempo a perder.

O estudo foi originalmente publicado na revista Psychological Science. Leia mais aqui.

Fonte: ANNA HODGEKISS
Síntese: Equipe Plenae